Deu zebra! Jogando um péssimo futebol, o Guarani foi facilmente envolvido pelo Paraná Clube e não conseguiu um melhor resultado, conhecendo a 1º derrota na Série B, além do fim da invencibilidade de 11 jogos.
Apesar do revés, o Bugre segue líder isolado na competição, com 27 pontos e com diferença de 4 pontos para o 2º colocado, o Atlético-GO, que possue 23 pontos; e 6 pontos de vantagem em relação ao 5º colocado, a Portuguesa, que tem 21 pontos.
O próximo compromisso do Guarani é o ABC em Natal-RN, na próxima sexta-feira, 24/07 às 21:00 horas, no Estádio Frasqueirão. O Bugre vai em busca de sua 1º reabilitação no campeonato, além da 9º vitória e enfrentará um adversário desesperado e muito mal na tabela de classificação, onde ocupa a 19º posição, com apenas 7 pontos.
Diante de um bom público (7.577 pagantes), o Guarani não fez a essencial lição de casa diante de um adversário que se encontrava muito mal na competição, no qual o Bugre mantinha um tabu de 7 anos sem perder.
O Guarani começou muito mal, sonolento, errando muitos passes e com deficiência de marcação sobre o tricolor paranaense que, ao contrário do Bugre, estava bem armado em campo. Perdido e dominado em campo, o Guarani não conseguia criar nenhuma jogada de gol, enquanto que o Paraná chegava facilmente e sempre levando perigo ao gol de Douglas.
Logo no 1º minuto o tricolor já disse a que veio com uma boa oportunidade, mas foi aos 8 minutos que o time paranista chegou ao gol, através de uma cabeçada do Davi, percebendo Douglas adiantado. O Paraná teve outras boa chances ainda no 1º tempo com Wando, Alex Afonso e Gabriel (na trave).
Já o Guarani, mesmo jogando mal, criou 2 boas oportunidades com Adriano Gabiru e Ricardo Xavier, mas foi em um lance de bola parada que o Bugre chegou ao empate, através de uma linda cabeçada do zagueiro Márcio Alemão depois de cobrança de escanteio, aos 45 minutos.
No 2º tempo, o Bugre voltou com a mesma equipe que não tinha jogado nada no 1º tempo, porém com outra postura. Logo no 1º minuto, Cléber Goiano fez um passe perfeito e açucarado para o atacante Ricardo Xavier, que cara a cara com o goleiro Nei, chutou pra fora e perdeu uma chance in-crí-vel de virar o placar e mudar a história do jogo.
O Bugre continuava melhor na partida, com um maior volume de jogo, porém o Paraná bem armado em seu campo de defesa, criava dificuldades para o time bugrino. Em um contra-ataque, o tricolor quase ampliou em um cruzamento não aproveitado pelos atacantes paranistas. E quando o Guarani continuava buscando o gol e se preparava para fazer sua 1º substituição, o Paraná chegou ao 2º gol, aos 21 minutos, com Alex Afonso, aproveitando a bobeada da zaga bugrina, especialmente do lateral esquerdo Andrezinho e certa ajuda do goleiro Douglas, que tem muito crédito.
A partir daí o Bugre foi para o tudo ou nada e Vadão colocou um time totalmente ofensivo em campo, com Nei Paraíba, Caíque, Fabinho e Dairo na frente, mas a equipe não correspondeu. A chance mais clara de gol aconteceu em uma cabeçada de Nei Paraíba.
E foi só. final de jogo, placar justo para quem teve mais vontade, organização e competência na partida, o Paraná Clube.
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Balanço final
E veio a primeira derrota!
Em uma tarde infeliz e pouco inspirada, o Guarani conheceu sua primeira derrota na Série B, diante de um adversário que a princípio não traria problemas, visto a má campanha no campeonato. Porém, o que se viu foi um Paraná com vontade, raçudo e determinado e um Guarani sonolento, disperso, errando muito e não criando nada.
Mesmo assim, o Guarani por incrível que pareça poderia ter saído vencedor, se Ricardo Xavier tivesse feito aquele gol no início do 2º tempo, o que com certeza mudaria a história do jogo, pois o Bugre voltou bem para a 2a etapa (são coisas do futebol). Mas juntando os 2 tempos e pelo que criou as 2 equipes, o placar foi mais do que justo para o tricolor paranaense, que diga-se de passagem, fez a melhor partida na competição, justamente contra o Guarani. Se a partida estivesse rolando até agora, o Bugre não empataria.
A derrota seria inevitável uma hora ou outra, mas o que provocou um certo alvoroço e repercussão, foi que ela veio numa situação inesperada, apesar do Guarani não ter feito dentro do Brinco de Ouro até então, uma partida totalmente convincente tecnicamente. Muitas vitórias vieram na base da superação, raça, persistência e uma pitada de sorte que todo time tem que ter.
O time já vinha de um 2º tempo ruim contra o Duque de Caxias, onde não conseguiu matar o jogo contra o adversário, jogando com 1 jogador a mais por aproximadamente 15 minutos e ainda cedendo o empate nos últimos instantes da partida. Na ocasião, a equipe bugrina caiu muito de rendimento na 2a etapa, perdendo gols incríveis e como em algumas outras partidas, sofreu uma certa pressão, porém naquelas, soube se defender com competência.
Porém, tudo isso faz parte, o campeonato é complicado e equilibrado demais. Desde o início esperávamos um Guarani lutando pra não cair, com um time totalmente reformulado e sabemos que quando isso ocorre, geralmente não dá resultados tão surpreendentes e incríveis quanto os que o Guarani conquistou até o momento. A grande surpresa não foi a 1º derrota (apesar de ter sido em casa) e sim a grande campanha do Bugre pelas circustâncias expostas acima.
É claro que time que está ganhando (no sentido de estar bem) e segue líder se mexe ou se melhora. Mesmo com o início arrasador, deficiências foram detectadas por todos que acompanham os jogos do Bugre. Sabemos que não temos um matador e que seja especialista em colocar a bola na rede, que o setor ofensivo está devendo, visto que nos últimos 7 jogos por exemplo, foram só 6 gols marcados, que temos carência no meio campo em relação à "meias" (Minhoca cai muito no 2º tempo, Gabiru não está correspondendo, Alex Willian contundido), ainda mais depois da contusão do Rodriguinho.
Cabe ao técnico Vadão encontrar a melhor solução dentro do elenco, para suprir as deficiências. Se nós torcedores já detectamos os problemas, imagine ele?. Caso as mudanças não surtam efeito ou não seja possível, o negócio é contratar enquanto é tempo, como estão fazendo outros clubes, pois se piscar na Série B, fica mesmo pra trás.
Finalizando, acredito que a péssima partida de sábado servirá de lição para essa equipe. A pressão e responsabilidade de manter a invencibilidade e ser a equipe a ser batida, superar e bater o recorde do Corínthians (que considero extremanente irrelevante) acabou. É óbvio que agora a equipe terá que mostrar poder de reação, pois pela 1º vez terá que se reabilitar na competição e manter a excelente campanha, se possível na liderança para não correr nenhum risco mais pra frente. Vale ressaltar também que agora, a coisa mudou de figura, o Bugre não vence há 2 rodadas.
Mas alguns detalhes, muita conversa, ajustes, contratações ou possíveis reforços (Amoroso, Carlos Salazar, Bachin, Alex Willian se recuperando, etc...), e claro, a mesma qualidade e espírito já demonstrados e vistos em muitas partidas, apesar de algumas limitações já citadas, deverão levar o Guarani passo a passo e com muita luta, rumo ao grande objetivo traçado e desejado por todos: o acesso à Série A do Brasileirão.
Confio em Vadão e no trabalho bem feito que vem fazendo, boto fé nos jogadores que estão juntos nessa caminhada longa e árdua, embora alguns estejam oscilando muito, e acredito que há tempo de arrumar a casa para que os objetivos sejam alcançados no final da competição.
Avante Bugrão!!!
André Bugrino
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Notas e análise (por Nação Bugrina)
Maranhão: Nota 4 - Abaixo da crítica, andou em campo, não acertou um cruzamento, disperso.
Márcio Alemão: Nota 6,5 - O mais raçudo e lúcido da equipe. Fez um lindo gol de cabeça e até deu uma de armador da equipe em certos momentos, diante da ineficiência dos meias bugrinos.
Bruno Aguiar: Nota 5 - Não esteve bem como nas outras partidas, pecou nos combates e posicionamento.
Andrezinho: Nota 4 - Já vem atuando discretamente nos últimos jogos e dessa vez conseguiu ser pior, tanto na marcação quanto no apoio. Falhou no 2º gol do Paraná.
Gláuber: Nota 5,5 - Alternou bons e mals momentos na partida, correu bastante, mas também errou muitos passes e perdeu divididas.
Cléber Goiano: Nota 4,5 - Atuação discretíssima na marcação. Por incrível que pareça foi melhor dando passes (no gol perdido por Ricardo Xavier) e até fazendo cruzamentos no 2º tempo.
Adriano Gabiru : Nota 3 - Sofrível e improdutível para a equipe. Não disse a que veio até então.
Wálter Minhoca: Nota 4 - Também estava numa tarde infeliz. Melhorou um pouco no 2º tempo como toda a equipe, correu e se esforçou, mas longe demais do Minhoca que vimos nas primeiras rodadas. Obs: tentou desempenhar a função de Rodriguinho, sem sucesso.
Caíque: Nota 4,5 - Fez a pior partida dele no Guarani, apesar do esforço. Não chutou uma bola em gol, não concluiu uma jogada perfeita e passou em branco novamente no Brinco de Ouro.
Ricardo Xavier: Nota 3 - Entrou em campo, só correu e mais nada. Perdeu 1 gol incrível que um camisa 9 não pode perder, ainda mais em um jogo complicado. Gol que com certeza mudaria a história do jogo, visto a melhora do Guarani no 2º tempo.
Técnico Vadão: Nota 5 - Pecou em insistir com Adriano Gabiru (nulo em campo) até quase a metade do 2º tempo e não ter mexido na equipe (que estava muito mal) no intervalo, só porque havia empatado. Também demorou pra sacar Ricardo Xavier depois do incrível gol perdido.
Depois entraram
Nei Paraíba: Nota 4 - Pela raça, vontade de sempre e só.
Dairo: Nota 3 - A sua entrada na equipe não surtiu efeito.
Fabinho Souza: Nota 3 - A sua entrada na equipe não surtiu efeito (2)
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Ficha técnica do jogo
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas – SP
Árbitro: Felipe Gomes da Silva – RJ
Público: 7.577 pagantes
Renda: R$ 98.037,00
Cartões amarelos: Glauber, Bruno Aguiar, Maranhão (Guarani); Freire, Adoniran, Ney, Bebeto, Luiz Henrique (Paraná)
Gols: Márcio Alemão, aos 45’/1T (cabeça); Davi, aos 8’/1T (cabeça), Alex Afonso, aos 21’/2T (Paraná)
Guarani
Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Márcio Alemão e Andrezinho; Cléber Goiano (Fabinho), Glauber, Walter Minhoca e Adriano Gabiru (Nei Paraíba); Caíque e Ricardo Xavier (Dairo). Técnico: Vadão.
Paraná
Ney; Gabriel, Freire e Élton; Murilo, Adoniran, João Paulo, Davi (Malaquias) e Fabinho; Wando (Bebeto) e Alex Afonso (Luiz Henrique). Técnico: Sérgio Soares.
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Gols do jogo
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